segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dor de mãe

Não tem coisa pior do que os filhos da gente estarem precisando de nós e não podermos estar com eles. É a culpa maior que uma mãe pode sentir. Estou assim hoje. Estou em São Paulo e a Martina em casa, com febre e gripe. Está muito amoladinha, uma tristeza. Eu vim hoje cedo e estou no aeroporto, fervilhando de raiva de um atendente da Gol que não me deixou antecipar o meu vôo. Do alto da sua má vontade, ele não fez o menor esforço para me deixar embarcar, mesmo eu tendo chegado mais de meia hora antes do vôo. Queria matá-lo, mas me contive. Só desejei sucesso para ele atrás daquele balcão porque de lá ele nunca vai sair considerando a postura com que trata os clientes. Ele tomou um susto. Mas não mudou de ideia.
Estou aqui esperando há duas horas e só saiu às 20h50.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tudo mudou no universo doméstico

Achei que tudo estava indo bem lá em casa, com as duas novas babás, porém, um revés no último final de semana mudou novamente o cenário. Descobrimos que a principal, que ficava a maior parte do dia, era fumante. Na entrevista ela me disse que não e quando eu soube disso no condomínio, perguntei e tive outra resposta negativa. Mas investigando, a verdade surgiu e decimos que não dava para continuar com ela. Foi muito triste porque ela era muito querida, muito delicada com as crianças e eu sabia que ela precisava trabalhar. Mas esconder algo como isso, não é perdoável.

Ao mesmo tempo, meu anjo da guarda já estava trabalhando. A Rosa, dias antes, havia me dito que estava procurando outro emprego por não ter se adaptado ao atual. E com isso, chameia-de volta. Com a presença da Adri lá em casa no final da tarde, ela não precisará mais fazer o horário estendido, então, está voltando.

E tudo vai se ajeitando... E que sejam bem-vindos de volta os bolos, os pães caseiros, as comidinhas diferenciadas...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dia dos Pais na serra gaúcha




Resumo geral

O vácuo continuou e eu desisti de contar o que passou porque foram tantos episódios que vou contando aos poucos, conforme for me lembrando. De ordem geral tivemos uma série de fatos:

- A babá Ana não deu certo e depois de um mês tivemos que procurar outra pessoa para trabalhar. Felizmente, encontramos duas pessoas maravilhosas. Uma, a Fernanda, vem de manhã e à tarde, e a Adriana, que vem no meio da tarde e fica até parte da noite. As crianças se adaptaram rápido, o que não podia ser diferente porque elas são muito carinhosas.

- Nasceu o Miguel, filho da Dedé e do Vitor. Cabeludo como ele só, já nasceu com mexas californianas.

- A Martina já tem dois dentinhos e já está autorizada a comer de tudo. Está pesando 7,8 kg.

- A vó Mariazinha nos pregou um susto com uma cirurgia feita às pressas e que nos fez, nas palavras do Vicente, passar as férias de inverno em Itapema, na casa da Victória. Tirando as preocupações com a saúde da vovó, as "férias" foram ótimas.

- Ontem foi dia dos pais. O presente desse ano foi uma estadia na serra gaúcha. Passamos o findi em Canela. Primeira viagem da Martina com estadia em hotel e fazendo as refeições na rua. Rendeu várias novas experiências gastronômicas, como ervilha, sopa de capeleti e purê de legumes.

- Hoje foi a apresentação dos Dia dos Pais na escola. Como sempre, emocionante. O Vi cantou uma música cuja letra eles mesmos criaram. Filmamos e quando eu estiver com o vídeo, publico aqui.

- A Martina aprendeu a fazer "tchau, tchau". Agora, a nova meta da Fernanda e da Adri é ensiná-la a bater palminhas.

No mais, as coisas continuam ótimas. O Vi e a Martina estão cada dia mais lindos e fantásticos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um vácuo no blog

No futuro, quando o Vicente e a Martina lerem esse blog, vão se perguntar o que acontece em determinados períodos em que não há nada sendo contado. Enquanto crianças, vão achar que não havia nenhuma história engraçada ou bonita para contar. Depois de adultos, entenderão que o blog é um "universo paralelo" ao que acontece na vida diária. E que, sendo um universo paralelo, há momentos em que ele sucumbe aos caprichos da vida real. Foi o caso. Desde 4 de junho não posto nada e os motivos foram diversos, mas o principal deles foi a confusão doméstica em que nos metemos nos últimos meses. Conto no próximo post.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Acidente doméstico no banheiro

Quinta-feira da semana passada, eu fui tirar o Vi do banho e, na saída do box, o pezinho resbalou no piso e ele caiu de costas. Um tombo muito, mas muito feio porque bateu a cabeça no degrau do box. Levei um susto imenso e ele chorou muito, o que me deixou mais assustada ainda. Peguei-o no colo e quando olhei a cabecinha, corria sangue no pescoço. Um corte relativamente grande no meio dos cabelos. Sozinha em casa e horrorizada, deixei a Martina no carrinho, que a essa altura, embalada pelo choro do irmão, também já estava chorando, peguei o interfone e liguei para a Andréa, minha vizinha. Ela me acudiu rapidinho, ficou com a Martina enquanto eu corria para o hospital com o Vi. No caminho, já mais calmo e com o sangramento estancado, ele me dizia que eu não precisava correr, que ele estava bem, já tinha sarado. No hospital, o diagnóstico: dois pontos na cabeça. A essa altura, o Fábio já estava conosco e nós já estávamos mais calmos. Só que na hora de fazer os pontos, o Vicente mostrou mais uma vez que é uma criança incomum. Primeiro não queria deitar, não queria fazer o curativo (não dissemos que seriam pontos). Obrigado a fazê-lo, com um enfermeiro segurando a cabecinha e o Fábio as perninhas, ele gritava: "me solta, não quero que me segurem, eu não vou levantar, eu não vou levantar". E não ia mesmo. O Fábio disse que ao afirmar que não ia levantar, ele parou de forcejar e relaxou o corpo. Mas o enfermeiro não confiou e segurou até o fim. O que fez com que ele berrasse até o fim também. Mas o fim chegou. Passado o momento da costura, o choro acabou e ele ficou muito bem. Não falou mais no assunto. A não ser para contar aos outros que eu havia tirado o tapete de perto do box e por isso ele caiu... Ser mãe é isso aí.

Batizado

No último domingo, dia 30, batizamos a baixinha. Linda, de vestidinho branco de veludo, presente da dinda Chana, e calçando sapatinho branco com bolinhas rosa, presente da vó Mariazinha, a pequena se comportou maravilhosamente bem. Durante a missa, dormiu praticamente o tempo todo. Depois, na cerimônia do "batizo", como diz o Vicente, riu para a fotógrafa, para o tio Nola que estava filmando, para o mano, para os tios, para as outras crianças e até para o padre. Não chorou na hora em que a água foi derramada na cabecinha e fez uma caretinha na hora que o Fábio colocou a pitada de sal na boca dela. Foi tudo muito bonito, especialmente porque estávamos rodeados de pessoas queridas.

Aliás, a Paróquia de Assunção, que é bem pequena, ficou repleta de Mallmanns e Bruns. Acho que a nossa turma era o equivalente ao total de parentes das outras quatro crianças que estavam sendo batizadas.

Depois da cerimônia, um churrasquinho básico preparado pelo papai, no salão de festas do condomínio. A Martina seguiu no mesmo bom humor da manhã e passou a tarde de colo em colo, dormindo providencialmente na hora de sentarmos à mesa. Até nisso ela é perfeita...