quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vicente na CowParade


A cidade está tomada de vacas. É a CowParade, uma exposição pública que corre o mundo. Aqui, ou melhor, lá em casa, é uma febre. Andamos pela rua procurando as vacas, uma mais bonita que a outra. O Vicente já enxerga de longe. Essa aí da foto, fica no mercado público, e é muito legal porque podemos olhar em uns furinhos através dela, e ver imagens de pontos turísticos de Porto Alegre. Quem ainda não viu, se apresse, a exposição só fica por aqui mais alguns dias.

Solitário e sanitário

Leia o post abaixo primeiro, para entender esse...

No sábado, fomos almoçar no Mercado Público com a tia Mirta e o tio Grilo que estavam aqui. Passeio pra lá, passeio pra cá, Vicente quis fazer xixi. Peguei ele pela mão e fomos procurar um banheiro. Ao avistar uma placa, eu disse:
- Ali filho, tem uma placa dizendo sanitário.
Com um ar de confusão, ele me pergunta:
- Mas mãe, por que tu tá procurando um solitário? Solitário é quem vive sozinho e eu quero é fazer xixi.

Solitáro

Sexta-feira, quando chegávamos em casa, tocava no carro uma música do Vitor e Léo que, em determinado trecho usava a palavra solidão. Quando chegamos na garagem, saindo do carro, o Vi me pergntou:
- Mãe, o que é solidão?
- Solidão é quando uma pessoa vive sozinha, filho, longe daqueles que ela ama.
...ligeiro silêncio... seguido da pergunta:
- Como a Gabi? Que vivia sozinha?
Contendo uma gargalhada, respondi:
- É, sim, como a Gabi.
E achando tudo muito engraçado, acrescentei:
- Tu acha que a Gabi era solitária e agora não é mais?
Em tom de quem sabe muito mais do que eu:
- Ah sim! Agora ela tem aquele namorado dela, lá...

Erro médico

Retomar o blog contando notícia ruim não é bom. Mas depois que tudo já passou, fica mais fácil. Esse post é para o Vicente saber, no futuro, o que determinou a marquinha que terá na testa daqui para a frente.

Era semana da criança, meio-dia, nos preparávamos para levar o Vi para a escola, que teria pique-nique no Jangadeiros naquela tarde ensolarada. Vicente foi dar um beijo de despedida na Rosa e deu-se o acidente. O tênis freiou no piso e a perninha dele não acompanhou o corpo. Caiu. De corpo no chão e testa no parapeito da janela da sala, que é baixa. Um corte de uns 2cm, mas que aos meus olhos, pareciam 2 metros. Peguei o Vicente no colo e corri para o elevador, onde o Fábio já nos esperava. No hospital, surpresa quando o médico anunciou que não daria pontos, que apenas colocaria um adesivo, suficiente para cicatrizar sem marcas. Desconfiados, acatamos e fomos embora.

O machucado sangrou, o médico, por telefone, disse que era normal e que não deveríamos mexer. Sete dias depois, na revisão, meu choque e susto foram tão grandes quanto no dia do acidente. O machucado não tinha cicatrizado. Parecia ainda maior do que no dia do ocorrido. E pior, começava a ter uma infecção. Montei num porco, como se diz. Queria matar o médico. Senti uma vontade gigante de começar a chorar, mas me contive porque o Vicente estava ali e precisava parecer que estava tudo bem.

Saí do consultório e levei o Vi em uma médica que atende aqui perto de casa. Ela deu o parecer: jamais deveria ter ficado sem ponto. Liguei para a Lúcia, a pediatra do Vi desde que nasceu. Ela me disse para ligar para um cirurgião pediátrico aqmigo dela e pedir que ele atendesse o Vi na manhã seguinte. E ele atendeu.

Esse médico, ou, talvez seja melhor dizer, esse presente, atendeu o Vi com toda a atenção do mundo. Ajeitou tudo, se preocupou com a parte estética, me orientou direitinho sobre o que precisava fazer, marcou para ver o Vicente no dia seguinte e no posterior, que inclusive era sábado. E finalmente a coisa deu certo. O machucado está cicatrizando, o cirurgião conseguiu juntar as duas bordas do corte, de modo que não vai ficar uma cicatriz muito grande como era a expectativa, e o Vicente vai retomando suas atividade normais. Só não liberamos ainda o futebol e a natação, que queremos esperar mais um pouco.

E a mensagem para as mamães e papais é: OUÇAM SEUS INSTINTOS. Tanto eu, quanto o Fábio achamos estranhíssimo aquele procedimento sem pontos. Mas não questionamos, simplesmente porque confiamos no médico e no hospital (estávamos no Moinhos). Se tivéssmos feito o que nosso coração mandava, teríamos ligado para a Lúcia e certamente ela teria nos orientado a ver o outro cirurgião na mesma hora. E aí, o final feliz teria acontecido bem mais rápido do que esses 16 dias.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Visitar os avós...

Aventei com o Vicente hoje a possibilidade de irmos à Itapema no final de semana. Estou querendo ver a mãe, que não vejo desde a cirurgia dela, comemorar o aniversário do pai que passou e eu não pude ir e matar a saudade. O Vi levantou os braços vibrando com a possibilidade da viagem. Alguns minutos depois, uma vizinha veio trazer o convite do aniversário da filha e, entregando o convite, disse que o Vicente iria adorar. Que seria no próximo final de semana e teria muitos brinquedos divertidos. Vicente, sem tirar os olhos do rosto da vizinha, divagou: "Adoro aniversários com brinquedos, mas nesse fim de semana vou preferir viajar para a casa da minha vó."
Oh guri que sabe o que quer...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Semana Farroupilha

Cada vez mais eu me convenço de que não poderia ter escolhido escola melhor para o Vicente. Os estímulos e o aprendizado que ele tem lá, não sei se eu encontraria em outra. Talvez sim, mas o fato é que minha experiência tem sido com o Creare e estou muito feliz.

A escola tem projetos e a turma estuda cada um deles por um período, tem um fechamento e novo projeto começa. O último, e que foi minha última surpresa com o Vi, foi sobre o Rio Grande do Sul. Ele sabe muito sobre a nossa história, sabe o porquê da bandeira verde, amarela e vermelha e, pasmem, sabe o hino do Rio Grande de cor. Não que eu seja uma pessoa tradicionalista. Não sou. Definitivamente, não sou. Mas conheço e respeito e não nego que fiquei orgulhosa de ver o meu filho aprendendo tudo isso.

Mas o melhor de tudo, e isso eu não sei como aconteceu, a escola conseguiu fazer o Vi vestir a pilcha. Sim, a pilcha que era do primo Daniel e que estava guardada há dois anos, sem nunca ter sido usada. Na semana Farroupilha, ele foi para a escola todo orgulhoso, vestindo bombacha e alparagatas. A bota, não tinha, ficou para o ano que vem...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bi campeã da América




Ter filhos me dá muita sorte: fomos campeões da Libertadores quando o Vicente tinha sete meses, feito esse que se repete exatamente igual quatro anos depois. Com a diferença que eu tive uma companheira de torcida em 2010, ao contrário de 2006, quando estava cercada de dois secadores.