Ontem eu senti, pela primeira vez, o que significa de fato quando dizem que para as mães, os filhos serão sempre crianças. É uma tentativa de congelá-los, de manter, pelo menos na mente, aquela vozinha infantil, aquele andar meio desengonçado, aquele corpinho todo pequeninho e aqueles dentinhos minúsculos, branquinhos, quadradinhos... Pois é, os dentinhos. Ontem o Fábio estava lendo para o Vicente antes de dormir e eu fui dar um beijo de boa noite. Quando ele sorriu para mim, percebi um dentinho meio desalinhado. Coloquei o dedo e eis que o dente se mexeu. Pânico! Tomei um choque! Um susto tão grande que não contive um grito do tipo "um dente mole!!!". Ao mesmo tempo que gritei, me acalmei porque não queria assustar o Vi. Comecei a explicar o que estava acontecendo, dando ênfase ao fato de que quando o dentinho caísse, ele o colocaria atrás da porta e a fada do dente viria para levá-lo e deixar um presente no seu lugar. As palavras saíam da minha boca de um jeito descontrolado, uma por cima da outra, tamanha a minha atrapalhação com aquele fato novo. O Vi não ficou nada assustado. O Fábio ficou emocionado. E eu, histérica. Terminei as explicações e saí do quarto. Mal virei as costas e caí em prantos. Cedo demais para o meu filhote já ter dentes permanentes. Cedo demais para ele ter qualquer coisa permanente. Como é que eu vou conviver sem aquele sorriso quadradinho na hora das fotos, sem os pequenos dentes branquinhos e separadinhos? Ainda estou meio horrorizada. Ao contrário do Vicente que, enquanto eu, com as lágrimas contidas e a voz tremendo ao sair do quarto, perguntei se algum colega da escola já tinha perdido algum dentinho de leite, me respondeu no maior tom blasê:
- Ih, mãe, vários! A última foi a Manuela.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Batizado do Miguel
Um peixinho
Sempre achei que cedo ou tarde o Vi ia "dar o salto" na sua relaçao com a água. Só que não achei que seria tudo de uma vez só. Ele sempre curtiu a piscina e o mar, mas não gostava de mergulhar, ficar sozinho, pular sem alguém segurando. Poi bem domingo ele fez tudo isso: pulou sozinho, de bóia, e mergulhou. Ontem, no final do dia, fui com ele para a piscina térmica, onde ele já alcança os pés no chão. Aí foi melhor ainda. Ele já nada "cachorrinho", se mantém sem os pés no chão e sem afundar por alguns segundos, já se desloca mergulhando e pula sozinho, tudo sem bóia. Sente-se seguro porque alcança os pés no fundo da piscina. O único problema é que está tão entusiasmado com os seus progressos que não quer mais sair da água. Ontem fez uma choradeira para ir embora...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A contagem dos dentinhos
Não sei se já escrevi sobre isso, mas Martina já tem três dentinhos. Dois embaixo, bem na frente e um em cima, o canino esquerdo. A parte de cima está muito engraçadinha com aquele dentão solitário...
A primeira palavra da Martina
Nossa baixinha já disse sua primeira palavra: "abua". A tradução é "água". Toda vez que ela enxerga a mamadeira pequena, de água, ela estende a mão e diz "abua". Seguindo a mesma lógica do irmão, ela também não disse "mama" e nem "papa" ainda. Como diria o Fábio, eles representam bem a teoria da Pirâmide de Maslow... a primeira palavra do Vi foi "nanana", olhando para a fruteira cheiade bananas.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Novos amigos!

O blog publica fotos quentinhas de dois amigos contemporâneos da Martina: Rafael e Miguel.
Miguel é o priminho querido, filho da Dedé, minha sobrinha e afilhada, e do Vitor. Diga-se de passagem, meu afilhadinho está a cara da mãe.
Rafael tem um mesinho e já é um fofo. Filhote do Rodrigo, meu companheiro de peripécias na infância, e da Débora. Grandes amigos.
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