Passamos 10 dias na praia da Pinheira em Santa Catarina. Uma casa na beira do mar, muito chinelo de dedo e brincadeira com as crianças. As melhores férias que poderíamos ter. Ficamos bem juntinhos, recuperamos a tranquilidade e a diversão foi garantida, especialmente com a sempre fantástica capacidade do Vicente em nos surpreender. Aí vão alguns momentos que ficarão na nossa memória:
Na praia, com a Denise, nossa amiga querida que ficou uns dias conosco, Vicente brincava com um carrinho do vizinho. O proprietário pediu o brinquedo de volta e a Denise sugeriu que o Vi brincasse com o outro, também do vizinho. Diante da recusa e tentando uma solução amigável para o caso, a Denise então disse:
- Nesse caso, eu vou devolver o carrinho que tu tinha pego emprestado, já que tu não está brincando.
Com a sagacidade peculiar, o Vi, rapidamente, devolveu a pergunta:
- Tu tem celular?
A resposta de uma Denise meio desconcertada com o inesperado questionamento:
- Sim
E ele...
- E tu fala nele o tempo inteiro?
...
Vi teve uma alergia que deixou a bundinha e as pernas cheias de bolinhas vermelhas, que coçavam. No dia em que recebemos a visita da tia Deti, tio Itio, Dedé e Miguel, apresentando a praia para a Deti, que comentava como era bonita, ele advertiu:
- Só não vai brincar naquela duna ali ó, ela dá pereba na bunda!
Dias antes, a vó Mariazinha havia aventado a possibilidade da duna estar contaminada e ter provocado a alergia. Ele não esqueceu.
...
Quando chegamos na nossa casa, o Vicente ficou impressionado com a casa ao lado, que tinha um pátio cercado, tomado pela areia. A frase dele, na hora, foi que queria ficar naquela casa porque eles tinham "areia própria". Pois bem, uma noite, liberei o Vi e o Vinícius, filho da Rosa que estava conosco, para brincarem na areia do vizinho, que a essa altura já conhecíamos através da minha amiga Denise. Lá pelas tantas da brincadeira, vi que os dois tinham lotado a piscininha do filho do casal com areia. Me enfureci, dei uma bela ralhada e mandei que eles limpassem a piscina. A essa hora, estávamos fazendo um churrasco no nosso pátio e de pouco em pouco o Vicente vinha até o muro e reclamava que o trabalho era muito cansativo. Com mais uma ralhada minha, voltava para junto do Vinícius para ajudar. Na terceira vez que veio, a Deti sugeriu que ele usasse o seu baldinho de brinquedo para ajudar no trabalho. Ele o pegou prontamente e, enquanto caminhava em direção à piscina, o ouvimos dizer: Olha aqui Vinícius, facilitei a tua vida!
...
quinta-feira, 10 de março de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Banguelinha amiga...
Pois é, deu-se o início das banguelas. Enquanto a Martina vai preenchendo as dela, Vicente começa a abrir as novas. A primeira foi no dia 2, feriado de Nossa Senhora dos Navegantes. O dentinho, há dias pendurado por um fiapinho sem que nós, meio corajosos, meio acovardados, conseguíssemos puxar. O Vi abria a boca na boa para tentarmos, mas nem eu e nem o Fábio fomos capazes. Pois bem, voltando ao dia 2, estávamos na piscina. A Andréa, nossa vizinha, mãe do Enzo, ofereceu umas bolachinhas para o Vi. Ele aceitou. Depois de comer, quando voltou para falar comigo, cadê o dente??? Foi comido junto com a bolacha!! O Vi não deu a menor pelota para o fato do dente estar no estômago, nem se surpreendeu. Ficou feliz da vida com a novidade que agora tinha para contar.
E dois dias depois, tomando um sorvete na casa da Isabelli, coleguinha da escola, se foi o segundo dente. O do lado. Não sei os nomes, mas foram os dois bem da frente, embaixo. Só que nessa segunda vez, o Vi sentiu o dentinho na boca e a Lelis, mãe da Isabelli, conseguiu resgatá-lo. Quando fui buscar o meu filhote no final do dia, lá estava o dente, enrolado em um papelzinho, dentro da mochila. Veio para casa conosco. E à noite, foicolocado embaixo do travesseiro para que o rato ou a fada viesse buscá-lo em troca de um dinheirinho para a poupança que o Vicente tem em um pote de margarina.
E eis o nosso pequenão, com a porteirinha aberta, mas já com os dois dentes permanentes surgindo...
E dois dias depois, tomando um sorvete na casa da Isabelli, coleguinha da escola, se foi o segundo dente. O do lado. Não sei os nomes, mas foram os dois bem da frente, embaixo. Só que nessa segunda vez, o Vi sentiu o dentinho na boca e a Lelis, mãe da Isabelli, conseguiu resgatá-lo. Quando fui buscar o meu filhote no final do dia, lá estava o dente, enrolado em um papelzinho, dentro da mochila. Veio para casa conosco. E à noite, foicolocado embaixo do travesseiro para que o rato ou a fada viesse buscá-lo em troca de um dinheirinho para a poupança que o Vicente tem em um pote de margarina.
E eis o nosso pequenão, com a porteirinha aberta, mas já com os dois dentes permanentes surgindo...
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Teoria de Hitler
Uma amiga minha, a Dani, me comentou certa vez a respeito de um livro sobre educação infantil. Ela me disse que aprendeu no livro algumas técnicas que aplicou com o Arthur, seu filhinho que tem a mesma idade do Vi, e que deram muito certo. Detalhe: segundo a mãe da Dani, o livro foi escrito por Hitler... Uma dessas técnicas, tinha como tema a hora de dormir. Se a criança não quer dormir sozinha no berço, a mãe ou pai deve deixá-la chorando. A técnica é ir espaçando o tempo de choro, ou seja, primeiro você sai do quarto e deixa o bebê chorar por um minuto, volta para ele te ver, espera se acalmar e sai de novo. Aumenta o tempo para dois, três, quatro minutos, até que o bebê desista e durma. É mais ou menos isso. Aqui em casa, há dias a Martina tem custado a dormir. Quer sair da cama, não se acalma, fica brincando, etc. Hoje, que é sábado, resolvi usar a técnica. Fiz todo o esquema da hora de dormir, como sempre fizemos e, como tem acontecido, quando ela termina a mamadeira e pega a chupeta, ao contrário de dormir, desperta. Meu primeiro minuto foi às 23h03. Meu último minuto foi cinco atrás: 23h53. Foram 50 minutos de berreiro. Nesse meio tempo, Vicente bateu a porta do quarto para conseguir ouvir o desenho, depois pegou no sono,eu subi um vídeo da Martina para o blog enquanto ela gritava, e o vizinho de cima sapateava em cima do meu quarto com um sapato que parecia ser de madeira, no mínimo achando que dormíamos e não ouvíamos a criança chorar. Pois, bem, a meu ver a técnica não funcionou, mas preciso esperar até amanhã à noite. Se tiver funcionado, a Martina terá entendido que não adianta chorar, que não vou tirá-la do berço. Se não tiver, terá sido a primeira e última vez de Hitler aqui em casa.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
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