quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A moto foi comprada



No último domingo, antecipamos a aquisição da tão esperada moto elétrica. De posse de sua poupança e da boa vontade do papai em dar um gordo aporte de capital, fomos toda a família para a loja de brinquedos. O Vicente não cabia em si de felicidade. Experimentou dois modelos de moto e escolheu a sua. Andou pela loja toda experimentando. Tomada a decisão, enquanto decidíamos se levaríamos a moto do mostruário ou uma novinha, na caixa, ele largou todo o seu dinheiro no caixa, tamanha a urgência de ter uma moto para chamar de sua. Por sorte a moça do caixa viu... De lá para cá, foi só alegria. No primeiro dia, o Fábio e ele montaram a moto e andaram por toda a vizinhança do condomínio, o que se repetiu no segundo e no terceiro dia. Hoje é o quarto, e não deverá ser diferente.

Na foto aí em cima, dando carona para a amiga Lívia em uma banda pelo condomínio.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A poupança e a culpa

Contei para todo mundo a história do Vicente estar torcendo para que os dentes caiam logo a fim de aumentar a sua poupança. No fim, tanto falei e tanto ouvi "coitadinho", que fiquei culpada. Resolvi redimir um pouco da judiaria que eu estava fazendo com ele, mas sem abrir mão dos princípios econômicos que estamos tentando ensinar.

Nesse final de semana, sugeri que ele abrisse os seus "porquinhos", carregados de moedas, e contássemos para ver se não dava para comprar alguma coisa legal (os porquinhos não estão sendo contabilizados na poupança para a moto elétrica, que é a "poupança de notas"). Ele concordou e entusiasmado, com a ajuda da prima Larissa e sua amiga Caro, contou R$ 130,00 em moedas.

De posse do valor a ser investido organizado em cinco copinhos plásticos cada um com seu respectivo valor (0,05; 0,10; 0,25; 0,50 e 1,00), fomos à loja de brinquedos.

O Vicente já foi de caso pensado, já sabia o que queria: um porta-aviões Imaginex, a febre do momento, como eram as Barbies na minha época. Só que o brinquedo custava uma pequena fortuna, mais ou menos o dobro da poupança de moedas, o que inviabilizava a transação.

Aí veio o lado "mãe", que como o entusiasmo era tanto e a alegria de estar comprando com as suas moedas maior ainda, resolvi, por baixo dos panos, alcançar o cartão de crédito para a moça do caixa cobrar a diferença...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O dentinho e a poupança

Há muito tempo o Vicente pede para ganhar uma moto elétrica. Todo mundo diz que é um brinquedo que só serve para ficar estacionado em algum lugar, ocupando espaço. Assim, eu e o Fábio temos adiado essa aquisição há uns dois anos. Agora, no entanto, o negócio está tão presente que o Vi resolveu usar a poupança que ele tem para comprar a moto. Leia-se por poupança, uma caixinha onde ele guarda as "notas" que recebe de nós, de troco ou que "encontra" sobre alguma prateleira lá em casa.

A determinação dele é tanta que, ontem, quando escovava os dentes e um deles que já estava molinho caiu, ele ria à toa dizendo que ganharia um dinheirinho da Fada do Dente para a sua poupança.

À noite, quando o coloquei para dormir e o dente já estava devidamente posicionado atrás da porta do quarto, um lugar de fácil acesso para a Fada, ele me disse: "Não vejo a hora de perder todos os meus dentes e ganhar dinheiro suficente para comprar a moto elétrica".

Vendendo o corpo. Em partes.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Papo entre amigo e amiga

Vicente me contou uma conversa que teve com uma amiga da escola:
- Vicente, sabia que eu imagino todos os colegas da escola de queca, menos tu?
- É? E por que não eu?
- Porque tu é meu melhor amigo.
Ai... a precocidade me apavora.

Agora ela opina no repertório musical

Martina só quer ouvir a música do Rato, do grupo Palavra Cantada. Quando entramos no carro ela diz "ato", quando enxerga o aparelhinho de som que tem no quarto dela, diz "ato" e quando vê o DVD do quarto do Vicente, "ato", porque também tem a versão em clipe. Bom, nessa madrugada, embalando-a para dormir durante uns 30 minutos e já não aguentando mais ouvir o Rato, resolvi cantar outras musiquinhas. Comecei a primeira e ouvi dela "exe não". Comecei a segunda. "Exe não". Comecei a terceira e mais um "exe não". Aí, entre cansada e morrendo de vontade de rir, perguntei qual a música ela queria que eu cantasse. Adivinhem o que ela pediu? Coloquei a musíca no repeat, a Martina no berço e fui dormir. Desliguei o som às 7h quando levantei.

Martina ainda mais verborrágica na madrugada

Agora a baixinha já junta palavras, formando frase. Fora que ela entende tudo, absolutamente tudo o que a gente fala. Hoje, depois de uma noite mal dormida, em que ela despertou e ficou chamando até atendermos, eu disse para ela:
- Quem é que você ficou chamando no meio da madrugada, quando era hora de dormir?
E ela:
- Mamáe, Papai, Mamáe, Papai...
Foi exatamente o que aconteceu.