quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Primeiros dias de férias


Essa é a semana que o Vicente está de férias em casa. A escola não está funcionando e eu e o Fábio só entramos em férias na semana que vem. Eu estava preocupada que ele ficasse entediado passando os dias inteiros em casa só com a Rosa, mas creio que isso não vai acontecer. Ele não ficou nem um dia sozinho, felizmente. Na segunda, a Dani levou o Arthur para brincar e andar de bici (foto aí em cima), na terça, a Rosa foi com ele ao shopping para cortar os cabelos e depois levei ele para dormir na casa da Duda, e hoje, a Duda passou o dia lá em casa. Amanhã á noite ele vai à festa da Bruna, coleguinha na escola, e sexta já tem a promessa de uma nova visita do Arthur. Maravilha de férias!

Um novo Lúcio, agora santarrosense

Esqueci de contar que fui até uma loja no sábado e encontrei um novo Lúcio. Como o atual já estava muito desbotado, resolvi substituí-lo. Comprei o boneco e com medo que o Vicente não quisesse trocar, inventei: “Filho, olha aqui, a mãe comprou uma roupa nova para o Lúcia, bem colorida.”. Ele pegou o boneco, cheirou, sorriu e abraçou-o. Assunto encerrado para mim, tinha dado certo e o Lúcio desbotado poderia ser doado. Mais tarde, indo embora do bar do tio Grilo, onde estávamos, Vicente abraçado ao novo Lúcio e feliz da vida: “Agora eu tenho dois Lúcios, né mãe!”.

A propósito: o Lúcio velho ficou dentro do guarda-roupas do quarto de hóspedes da tia Márcia, esqueci lá. Quem achar, favor doar para alguma criança.

Final de semana em Santa Rosa




Tivemos duas formaturas lá em Santa Rosa no último final de semana, do Victor e da Kate. Viajamos na sexta e voltamos no domingo. Na sexta, o Vicente dançou na festa da Kate até às 2h da manhã. E no final, ainda queria ir dormir na casa do Gui (da Marla). Negocia daqui, negocia dali e ele desistiu com a promessa de dormir lá no sábado.

No outro dia, não levamos o Vicente para a formatura do Victor. Preferimos deixá-lo na casa do dindo Grilo e da dinda Mirta. E ele também preferiu. Os dindos, a nona e a Larissa levaram-no no parcão, depois para jantar em um restaurante onde ele comeu um prato de batatas fritas e se indignou com a garçonete quando ela tentou tirar o pratinho de sorvete da frente dele.

Na hora de dormir... “tio Grilo e Lari, vamos no quarto enlouquecer!”. Depois de algumas histórias contatadas pelo tio Grilo, dormiu.

O domingo teve almoço ao ar livre, num lugar onde o Vicente pôde subir em árvores, andar de bicicleta, andar de moto com o tio Nola e, principalmente, tomar banho no riacho. Passou o dia inteiro saracoteando, esfolou as duas pernas em vários lugares e dormiu exausto, quando entramos no carro às seis da tarde para voltar a Porto Alegre.

Dormiu a viagem inteira, acordou quando chegávamos aqui. Aí, azar o nosso. Ficou querendo conversa até às 3h da manhã. Dormi com ele no berço, contando histórias...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Assistindo muito ao noticiário

Episódio 1:
- Filho, vem que está na hora de irmos para a escola.
- Tá mãe, só vou terminar de ver essa “novela” da igreja que caiu.

Episódio 2:
Na piscina, Vicente atirando um aviãozinho na água.
- Pousa o avião em cima da prancha filho, faz de conta que é a pista.
- Não, ele está pousando como o daquela “novela” do avião que pousou na água.

Episódio 3:
Brincando com os carrinho, dois deles colidem:
- Cuidado Vicente, tu vai estragar os carrinhos batendo desse jeito.
- Que nem aquela “novela” do ônibus que bateu e pegou fogo. Foi muito divertido.

(...)

Questionando enquanto dorme

Eu tirando a roupa do Vicente à noite, com ele dormindo. Tinha feito xixi. Depois que tirei, coloquei um edredon embaixo dele para não ter que tirá-lo da cama e correr o risco de acordá-lo. Cobri e quando estava saindo do quarto ouvi, sem que ele abrisse os olhos: “Mas mãe, aí eu vou ficar sem roupa!”.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A supermemória do Vicente

Hoje eu e a Gabi estávamos tentando lembrar daquela música da Xuxa, que tem as letras do alfabeto. Foi na hora do almoço e o Vicente estava conosco. Quando chegamos no Q, a Gabi disse "Q de quero-quer" e ia seguir adiante quando o Vi disse: "Quero-quero lá do Ok Center!".

Almoçamos no Ok Center, em Novo Hamburgo, no dia dos pais, em agosto e à tarde, quando jogávamos futebol, um quero-quero avançou para cima de nós no meio do campo. Aconteceu há mais de quatro meses e nunca mais voltamos a falar disso aqui em casa. Só hoje quando o Vicente deu nova demonstração da memória que tem.

Aprendendo a falar mais baixo

Vocês podem imaginar o que significa querer que o Vicente fale mais baixo ou, melhor ainda, menos. Ele tem argumento para absolutamente tudo. Passei todo este final de semana negociando com ele. O último episódio foi agora à tarde. Vicente cantava a música do "Samba lê lê" e aumentava o tom a cada palavra.
- Filho, canta mais baixo. A mamãe está pertinho, eu ouço se você cantar mais baixo.
- Mas mãe, eu tenho que cantar alto porque se não a Jacque não escuta.
A Jacque é a profe. Ela deve ter dito isso em algum dos ensaios para a apresentação de final de ano.
- Mas a Jacque não está aqui e ela só pediu para vocês cantarem alto na apresentação. Aqui em casa não precisa.
- Mas mãe, se eu não cantar alto aqui, não vou saber cantar alto na apresentação.
Depois dessa, desisti de negociar e disse que estava proibido cantar alto aqui em casa. Aliás, esse argumento tem funcionado em quase todos os momentos em que debatemos a questão.

Brincadeiras a parte, o fato é que o Vicente parece ter entendido que o negócio é sério e está colaborando muito. A voz, inclusive, já está muito melhor.