quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um vácuo no blog
No futuro, quando o Vicente e a Martina lerem esse blog, vão se perguntar o que acontece em determinados períodos em que não há nada sendo contado. Enquanto crianças, vão achar que não havia nenhuma história engraçada ou bonita para contar. Depois de adultos, entenderão que o blog é um "universo paralelo" ao que acontece na vida diária. E que, sendo um universo paralelo, há momentos em que ele sucumbe aos caprichos da vida real. Foi o caso. Desde 4 de junho não posto nada e os motivos foram diversos, mas o principal deles foi a confusão doméstica em que nos metemos nos últimos meses. Conto no próximo post.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Acidente doméstico no banheiro
Quinta-feira da semana passada, eu fui tirar o Vi do banho e, na saída do box, o pezinho resbalou no piso e ele caiu de costas. Um tombo muito, mas muito feio porque bateu a cabeça no degrau do box. Levei um susto imenso e ele chorou muito, o que me deixou mais assustada ainda. Peguei-o no colo e quando olhei a cabecinha, corria sangue no pescoço. Um corte relativamente grande no meio dos cabelos. Sozinha em casa e horrorizada, deixei a Martina no carrinho, que a essa altura, embalada pelo choro do irmão, também já estava chorando, peguei o interfone e liguei para a Andréa, minha vizinha. Ela me acudiu rapidinho, ficou com a Martina enquanto eu corria para o hospital com o Vi. No caminho, já mais calmo e com o sangramento estancado, ele me dizia que eu não precisava correr, que ele estava bem, já tinha sarado. No hospital, o diagnóstico: dois pontos na cabeça. A essa altura, o Fábio já estava conosco e nós já estávamos mais calmos. Só que na hora de fazer os pontos, o Vicente mostrou mais uma vez que é uma criança incomum. Primeiro não queria deitar, não queria fazer o curativo (não dissemos que seriam pontos). Obrigado a fazê-lo, com um enfermeiro segurando a cabecinha e o Fábio as perninhas, ele gritava: "me solta, não quero que me segurem, eu não vou levantar, eu não vou levantar". E não ia mesmo. O Fábio disse que ao afirmar que não ia levantar, ele parou de forcejar e relaxou o corpo. Mas o enfermeiro não confiou e segurou até o fim. O que fez com que ele berrasse até o fim também. Mas o fim chegou. Passado o momento da costura, o choro acabou e ele ficou muito bem. Não falou mais no assunto. A não ser para contar aos outros que eu havia tirado o tapete de perto do box e por isso ele caiu... Ser mãe é isso aí.
Batizado
No último domingo, dia 30, batizamos a baixinha. Linda, de vestidinho branco de veludo, presente da dinda Chana, e calçando sapatinho branco com bolinhas rosa, presente da vó Mariazinha, a pequena se comportou maravilhosamente bem. Durante a missa, dormiu praticamente o tempo todo. Depois, na cerimônia do "batizo", como diz o Vicente, riu para a fotógrafa, para o tio Nola que estava filmando, para o mano, para os tios, para as outras crianças e até para o padre. Não chorou na hora em que a água foi derramada na cabecinha e fez uma caretinha na hora que o Fábio colocou a pitada de sal na boca dela. Foi tudo muito bonito, especialmente porque estávamos rodeados de pessoas queridas.
Aliás, a Paróquia de Assunção, que é bem pequena, ficou repleta de Mallmanns e Bruns. Acho que a nossa turma era o equivalente ao total de parentes das outras quatro crianças que estavam sendo batizadas.
Depois da cerimônia, um churrasquinho básico preparado pelo papai, no salão de festas do condomínio. A Martina seguiu no mesmo bom humor da manhã e passou a tarde de colo em colo, dormindo providencialmente na hora de sentarmos à mesa. Até nisso ela é perfeita...
Aliás, a Paróquia de Assunção, que é bem pequena, ficou repleta de Mallmanns e Bruns. Acho que a nossa turma era o equivalente ao total de parentes das outras quatro crianças que estavam sendo batizadas.
Depois da cerimônia, um churrasquinho básico preparado pelo papai, no salão de festas do condomínio. A Martina seguiu no mesmo bom humor da manhã e passou a tarde de colo em colo, dormindo providencialmente na hora de sentarmos à mesa. Até nisso ela é perfeita...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Primeira papinha
Ontem iniciamos a Martina nos alimentos extra-titi. Foi no lanche da tarde que, ao invés do leitinho, ela provou pêra raspadinha com um pouco de suco de laranja misturado. Por orientação da pediatra, começamos com um quarto de pêra. A dinda Chana preparou a frutinha e eu ofereci. O Fábio filmava e o Vicente olhava tudo atento. Primeira colheradinha. Martina fecha os olhos com cara de que não gostou. Tudo de volta. Segunda, terceira, quarta e demais tentativas: tudo de volta. Talvez alguma coisinha tenha sido comida, mas de modo geral, tudo voltou. Algumas vezes com cara de nojo, outras não. Não sei se ela só estranhou, se não gostou mesmo ou se só não sabia comer. Hoje, a Ana tentará novamente. Depois eu conto.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Martina com otite
Desde ontem, a Martina está com o narizinho correndo sem parar e muito entupidinha. Passou uma noite muito mal dormida e hoje amanheceu com o olho esquerdo bem fechadinho, todo inchado. Também estava chorando muito e mamando pouco.
Resolvi levá-la na pediatra e consegui um encaixe com a Dra. Magda, pois a Lúcia está de férias em Buenos Aires, provavelmente relaxando de véspera já que o inverno está chegando e ela trabalhará novamente umas 20 horas por dia atendendo crianças. Pois bem, voltando ao assunto, a Dra. Magda olhou a Martina, ouviu o meu relato sobre os sintomas e, enquanto a pequena chorava no colo do pai, deu o veredito: otite. Examinou feito, diagnóstico confirmado.
Fiquei com pena da minha filhota, mas minha sorte foi ter dado sorte com a médica. Ela não é daquelas que não medica e acha que tudo tem que se resolver naturalmente. Pelo contrário, ela é do tipo que quanto menos a criança sofrer, melhor. Filosofia da qual também sou partidária.
Assim, levei a Martina para casa, dei o remedinho analgésico para ela não sentir dor no ouvido e comecei a dar o antibiótico, que ela vai tomar durante 10 dias. Quando saí para trabalhar, ela já estava com o velho e bom sorriso nos lábios. E eu também.
Resolvi levá-la na pediatra e consegui um encaixe com a Dra. Magda, pois a Lúcia está de férias em Buenos Aires, provavelmente relaxando de véspera já que o inverno está chegando e ela trabalhará novamente umas 20 horas por dia atendendo crianças. Pois bem, voltando ao assunto, a Dra. Magda olhou a Martina, ouviu o meu relato sobre os sintomas e, enquanto a pequena chorava no colo do pai, deu o veredito: otite. Examinou feito, diagnóstico confirmado.
Fiquei com pena da minha filhota, mas minha sorte foi ter dado sorte com a médica. Ela não é daquelas que não medica e acha que tudo tem que se resolver naturalmente. Pelo contrário, ela é do tipo que quanto menos a criança sofrer, melhor. Filosofia da qual também sou partidária.
Assim, levei a Martina para casa, dei o remedinho analgésico para ela não sentir dor no ouvido e comecei a dar o antibiótico, que ela vai tomar durante 10 dias. Quando saí para trabalhar, ela já estava com o velho e bom sorriso nos lábios. E eu também.
Princesas e Heróis
Vicente foi ao Disney on Ice com o João Vicente e seus pais, Sílvia e Renato. Quando voltou para casa, perguntei o que ele mais tinha gostado, já que o espetáculo contava vários contos-de-fada que conhecemos. A resposta: do dragão.
Primeiro dia de van escolar, sozinho.
Agora, quando eu e o Fábio não pudermos levar e buscar o Vi, ele irá para a escola de van escolar. Ligaremos de manhã para a motorista e ela passará lá para pegá-lo. Isso nos aliviará um monte, já que, algumas vezes esse ano, já tivemos que pedir carona para os pais do Enzo, do João Gabriel, da Isabelle e do João Vicente. E outros ainda viriam, se não tivéssemos tomado essa providência. Hoje foi o primeiro dia, mas acabou não sendo "bem sozinho" porque eu pedi para a Ana, a nova-velha babá que começou ontem, ir junto para se certificar de que tudo daria certo. E deu. O Vi adorou. Foi conversando com as outras crianças, chegou na escola animado e contando para a profe Laura que tinha ido de van. Fiquei bem tranquila para mandá-lo sozinho da próxima vez.
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